Ilustração de quatro dispositivos intrauterinos, DIUs

Como funciona o DIU e porque ele evita a gravidez

15 de fev de 2024
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Será que você sabe como funciona o DIU? Explicaremos de qual forma os métodos contraceptivos intrauterinos podem prevenir a gravidez. Vem!

Se você quer prevenir uma gravidez indesejada, existem algumas opções que podem te ajudar. Talvez a mais comum seja mesmo a pílula anticoncepcional, mas saiba que ela exige uma grande disciplina para ser eficaz, porque é preciso tomar regularmente, no mesmo horário, todos os dias. Outra opção segura e prática é a inserção do DIU. Ele é conhecido como um método de longa duração e que possui poucos riscos à mulher. Vamos explicar, a seguir, como funciona o DIU, os seus benefícios, cuidados e tipos. 

 

Ilustração de mulher pensativa com a mão no rosto. Métodos contraceptivos diversos ao seu redor

 

Afinal, como funciona o DIU

O dispositivo intrauterino, mais conhecido como DIU, é um método contraceptivo do grupo dos LARCs, ou seja, Método Contraceptivo de Longa Duração. Os métodos dessa categoria possuem altas taxas de eficácia (podendo chegar a 99%) e são reversíveis, não prejudicando uma gravidez futura, após sua remoção. 

 

O DIU funciona assim: após inserido na cavidade do útero, o que é feito pelo profissional de saúde em consultório, ele provoca mudanças bioquímicas e morfológicas no endométrio (camada do útero). Isso faz com que ele tenha um efeito espermicida na região, evitando uma gravidez.

 

O DIU, ainda, faz com que o muco cervical seja alterado, tornando-o mais espesso. Tudo isso interfere na mobilidade e qualidade dos espermatozoides, dificultando a sua ascensão da vagina até o útero.

 

Existem alguns tipos de DIU: de cobre e hormonal. Vamos entender melhor como funciona cada tipo de DIU, com suas particularidades.

 

Como funciona o DIU de cobre

O DIU com cobre é um pequeno e flexível dispositivo de polietileno em formato de T. Ele é inserido na cavidade uterina mulher em qualquer dia do ciclo menstrual, uma vez que se comprove que ela não está grávida. 

 

As principais características do DIU de cobre são:

 

  • Não contém hormônios;

  • Mais de 99% de eficácia;

  • Disponível pelo SUS;

  • Possui ação de 5 até 12 anos;

  • Não prejudica a fertilidade, e assim a mulher pode engravidar depois que retirá-lo;

  • Possui ação local, intrauterina;

  • Não interfere na lactação, podendo ser usado por mulheres que amamentam;

  • Apresenta altas taxas de continuidade, ou seja, de mulheres que colocam outro DIU de cobre após a retirada do anterior;

  • Não aumenta o risco de contrair infecções sexualmente transmissíveis, mas lembrando que ele também não é um método de proteção contra elas. Para isso, só a camisinha;

  • Não suspende a menstruação, então a mulher menstrua normalmente com o DIU de cobre;

  • Pode aumentar o fluxo menstrual.

 

Importante! Embora o procedimento de inserção do DIU seja seguro e até simples, ele é considerado invasivo e, portanto, não está livre de riscos e complicações, como a perfuração da cavidade uterina. Por isso, o Ministério da Saúde recomenda que a inserção do DIU seja feita apenas por médicos capacitados para o procedimento, e não por enfermeiros.

 

Como funciona o DIU hormonal

O DIU hormonal também possui um formato de T e também é inserido na cavidade do útero. No entanto, como o nome já sugere, ele libera o hormônio progestina, como método para evitar a gravidez.

 

Os DIUs hormonais engrossam o muco cervical e reduzem o revestimento do útero, impossibilitando a implantação do embrião. Alguns tipos ainda impedem a ovulação, de modo que o corpo não libera óvulos para fertilização.

 

No caso do DIU Mirena, bastante conhecido, ele não interrompe a ovulação e a produção hormonal imediatamente, mas gradativamente pode fazer com que a menstruação cesse. Um estudo de 2015 comprovou que esse tipo de DIU diminui a perda de sangue menstrual em 80% após 4 meses, 95% no ano 1 e 100% no ano 2.

 

E, assim como no caso do DIU de cobre, quando e se a mulher desejar engravidar, o médico pode remover o dispositivo. Simples assim.

 

Se você considera a possibilidade de utilizar esse método contraceptivo, converse com a sua ginecologista para que, juntas, encontrem o melhor tipo para o seu perfil e necessidades. E, novamente, para evitar doenças e infecções: continue usando camisinha, hein?

 

Tati Barros

Jornalista mineira, com mais de dez anos de experiência. É criadora e apresentadora do podcast Solteira Profissional, que aborda o universo de relacionamentos e sexualidade. Produz conteúdos para diversos veículos e formatos, com foco, especialmente, nas editorias de saúde, bem-estar e comportamento. Tem um grande interesse em pautas feministas e sempre está envolvida com essa temática.


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