Ilustração de mulher sobre absorvente menstrual

História do absorvente feminino

11 de dez de 2023
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Você sabe qual é a história do absorvente feminino? Nós te explicaremos a evolução do absorvente menstrual ao longo do tempo. Saiba mais!

Você consegue imaginar como seriam os nossos dias de menstruação se não existisse o absorvente? Parece algo impensável, né? E quem inventou o absorvente – a quem temos muito a agradecer - foi uma mulher negra que vamos te apresentar agora.

 

Ilustração de rosto de mulher com cabelos escuros

 

Quem inventou o absorvente?

Antes de falar sobre essa inventora que trouxe tanto conforto e praticidade para a vida das pessoas que menstruam, é preciso lembrar que foram incontáveis (mesmo!) as vezes na história em que inventoras femininas foram silenciadas e suas criações acabaram sendo atribuídas a homens. Quando falamos de uma mulher negra então, dá pra ter uma noção do quanto esse apagamento foi mais intenso, né?

 

Por isso, esse reconhecimento de Mary Beatrice Davidson Kenner, uma americana nascida em 1912, tem um valor ainda mais especial. Foi preciso que ela vencesse o machismo e o racismo, juntos! Mas, antes de chegar nesse ponto, vamos entender de onde veio todo esse dom para invenções.

  

Mary já nasceu em uma família de inventores, mostrando que talento pode mesmo vir no DNA. Seu avô materno foi o criador do sinal de luzes tricolor, que é usado para guiar trens. Seu pai, o pastor Sidney Nathaniel Davidson, em 1914 inventou um prensador de roupas para fazê-las caber em malas - será que isso ainda existe? Conheço muita gente que adoraria um desse 😅

  

Só que, olha, parece que essa invenção não existe. O pastor Sidney recusou a proposta de uma empresa que queria comprar a sua ideia e acabou ganhando nada com ela 🤷🏾‍♀️

  

Mas a história de inventores nessa família ainda não acabou! A irmã de Mary, que se chamava Mildred Davidson Austin Smith, entrou no hall de inventores e patenteou o jogo de tabuleiro. Outra coisa que não dá pra imaginar viver sem, né?

  

E, voltando à criadora do absorvente, são várias as mini invenções de Mary ao longo da vida. Entre sua jornada de trabalho como babá e em órgãos públicos, ela sempre anotava em um caderninho suas mil ideias. Assim, foi em 1957 que ela conseguiu patentear, pela primeira vez, uma criação: um cinto para o que era chamado de guardanapo sanitário. O objetivo era impedir o vazamento da menstruação, função dos nossos amigos que hoje são conhecidos como absorventes descartáveis.

  

Antes de morrer, em 2006, Mary deu uma entrevista para uma escritora chamada Zing Tsjeng, autora da série de livros Forgotten Women” (“Mulheres Esquecidas”), em que ela apresenta 48 mulheres que foram responsáveis por invenções que mudaram a sociedade, mas que, por conta do machismo, não tiveram os créditos que tinham direito.

  

Nessa conversa que Mary teve com Zing, que resultou no seu perfil no livro, ela contou sobre situações em que empresas marcaram reuniões para comprar a sua ideia, mas assim que ela entrava na sala, desistiam do negócio ao verem que se tratava de uma mulher negra. 

 

Mas nossa heroína não desistiu e chegou a patentear mais cinco criações, sendo a mulher americana que mais conseguiu esse feito!

 

Absorvente menstrual ao longo da história

É estranho pensar que algo que faz parte da natureza feminina, como é o caso da menstruação, foi tratado com tamanho descaso e que, por muito tempo, não houve um produto destinado exclusivamente para fazer com que esse período fosse mais confortável para a mulher, né? Reflexo da sociedade patriarcal que vivemos.

 

Para você ter uma ideia, a publicação The Principles of Midwifery, escrita pelo Dr. John Burns, em 1811, afirmava que a menstruação "deve ser considerada uma doença".  

 

Mas, logicamente, desde os tempos mais remotos, as mulheres buscavam métodos para realizarem o cuidado menstrual. Vamos traçar uma linha do tempo para ver essa evolução?

 

  • Na Grécia antiga, fiapos enrolados em madeira eram usados como absorvente interno.

  • Nativas americanas usavam musgo e pele de búfalo como absorventes. 

  • Durante os séculos 18 e 19, as mulheres na Europa usavam tecido ou flanela para fazer almofadas de pano caseiras, que eram reutilizados a cada novo ciclo.

  • Em 1896, uma marca lançou um produto que ficou conhecido como “guardanapos higiênicos para mulheres, que podem ser considerados os primeiros absorventes descartáveis vendidos comercialmente, feitos em algodão e gaze. 

  • Em 1957, temos a invenção da Mary Beatrice Davidson Kenner, o cinto higiênico, feito de cinta elástica com dois clipes presos – um na frente e outro atrás. Essa cinta tinha a função de segurar os guardanapos sanitários e evitar que a menstruação vazasse. A invenção foi usada até a década de 1970.

  • Em 1969, foram criadas as primeiras almofadas adesivas presas às calcinhas.

 

Quem inventou o absorvente interno

O absorvente interno é uma invenção que traz muita praticidade às pessoas que menstruam, especialmente para quem pratica atividades físicas menstruada. E esse invento surgiu em 1931, sendo uma criação do médico osteopata Earl Haas.

 

Algum tempo depois, Gertrude Tendrich produziu a primeira marca comercial de absorventes internos, utilizando o design patenteado por Haas. 

 

Absorvente menstrual nos dias de hoje

Ao longo das décadas, foram muitas as criações que ajudaram a tornar o período menstrual mais leve e confortável. E, é claro, Intimus® também teve alguns papeis importantes nessa evolução.

 

A marca foi a primeira a desenvolver um absorvente externo com gel em toda a linha. Além disso, foi pioneira, também, em criar o formato anatômico, canais laterais, circuito completo antivazamento e tripla proteção.

  

E não isso. Intimus® também foi a primeira a lançar no Brasil a linha 2 em 1, com absorvente para menstruação e protetor diário, que absorvem tanto o sangue menstrual quanto escapes de xixi leves e moderados.

 

Recentemente, a marca ainda lançou uma das soluções mais sustentáveis para os períodos menstruais, que é a calcinha menstrual. Já testou? É o tipo de item que, depois que você usa uma vez, não consegue viver mais sem!

 

Como vocês podem ver, a história mostra que os avanços nas tecnologias menstruais tiveram impactos significativos na saúde das mulheres e nas suas liberdades pessoais e profissionais.

 

Tati Barros

Jornalista mineira, com mais de dez anos de experiência. É criadora e apresentadora do podcast Solteira Profissional, que aborda o universo de relacionamentos e sexualidade. Produz conteúdos para diversos veículos e formatos, com foco, especialmente, nas editorias de saúde, bem-estar e comportamento. Tem um grande interesse em pautas feministas e sempre está envolvida com essa temática.

 


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