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Saúde sexual. Um guia para quem está na puberdade

19 de abr de 2023
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Será que você sabe o que é saúde sexual? Te explicaremos o conceito de saúde sexual e reprodutiva e a sua importância. Bora saber mais sobre o assunto!

O que você pensa quando ouve a palavra sexualidade? Muito além da prática sexual, este é um fenômeno biológico, psicológico e social. Isso quer dizer que está relacionado a todo o nosso ser e a forma como vivemos em sociedade. Dito isso, podemos afirmar que sexualidade é, também, uma questão de saúde pública. E é por isso que vamos falar aqui sobre saúde sexual.

 

  

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Entenda o que é saúde sexual 

Segundo o HERA (Health, Empowerment, Rights and Accountability), saúde sexual é definida assim:

 

“É a habilidade de mulheres e homens para desfrutar e expressar sua sexualidade, sem riscos de doenças sexualmente transmissíveis, gestações não desejadas, coerção, violência e discriminação. [...] A saúde sexual valoriza a vida, as relações pessoais e a expressão da identidade própria da pessoa. Ela é enriquecedora, inclui o prazer e estimula a determinação pessoal, a comunicação e as relações”.

 

A importância da saúde sexual

O que podemos entender a partir disso é que a sexualidade, como parte de saúde pública, deve ser pauta presente na educação, antes mesmo da primeira relação sexual, para que seja assegurado o conhecimento sobre os direitos sexuais e reprodutivos. 

 

Essa é uma forma de ajudar na prevenção e tratamento de doenças, infecções sexualmente transmissíveis e, claro, da concepção de gestações indesejadas.

 

A importância da saúde reprodutiva

O comprometimento, por parte do Estado, com a saúde reprodutiva é fundamental para colaborar em reduzir consideravelmente o número de casos de gravidez na adolescência

 

Essas gestações indesejadas podem ocasionar, ainda, a realização de abortos clandestinos, que colocam a vida de milhares de mulheres em risco. 

 

Como garantir a saúde sexual e reprodutiva?

Por tudo isso, é papel do Estado trabalhar em rede na promoção da saúde sexual de cada cidadão, especialmente de adolescentes. De que forma isso pode ser feito?

 

Segundo o Manual “Cuidando de Adolescentes: orientações básicas para a saúde sexual e reprodutiva”, do Ministério da Saúde, esses são alguns importantes passos: 

 

  • Promoção de ações de educação em saúde e de atendimento diferenciado, considerando o contexto familiar e social dos e das adolescentes.

  • Acesso facilitado aos preservativos pelo Sistema único de Saúde.

  • Criação de ações relacionadas ao planejamento reprodutivo de adolescentes, respeitando a diversidade sexual.

  • Realização de ações de educação em saúde sexual e para o exercício da sexualidade, orientando os adolescentes quanto a seus direitos para que possam fazer escolhas saudáveis de acordo com seus projetos de vida e decidir, em que momento e se querem ou não ter relações sexuais.

  • Orientação sobre todos os métodos contraceptivos disponíveis, inclusive os métodos contraceptivos naturais, para que possam fazer escolhas livres e bem-informadas, incluindo o respeito às suas concepções religiosas.

  • Esclarecimento sobre os efeitos da interação de alguns métodos contraceptivos com o uso de drogas lícitas e ilícitas.

  • Apoio e informação aos adolescentes que são soropositivos, para o exercício da sexualidade e da vida reprodutiva.

 

 

Ainda segundo o manual, no serviço de saúde, o adolescente precisa encontrar apoio e compreensão para que sua sexualidade e sua vida sexual não sejam julgadas, especialmente ao que se refere às ISTs e DSTs:

 

O cuidado na abordagem da sexualidade desse adolescente assegurará que ele (ou ela) possa tomar para si o cuidado do seu corpo e lidar de maneira adequada e segura com os seus desejos, isento de culpa e medos que muitas vezes atrapalham sua capacidade de perceber o risco para DST, HIV/aids e hepatites virais.

 

 

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É importante destacar que adolescentes, de 10 a 19 anos de idade, têm direitos a serem atendidos pelo sistema público sem discriminação, de qualquer tipo, com garantia de consentimento informado e esclarecido, de privacidade e de sigilo. 

 

Na mesma faixa etária – 10 a 19 os pacientes podem ser atendidos sem a presença dos pais, se assim preferirem.

 

Por isso, pode se sentir segura, protegida e confortável para se consultar com os profissionais de saúde, está bem? O importante é não deixar a sua saúde sexual de lado. Cuide-se! 

 

Tati Barros

Jornalista mineira, com mais de dez anos de experiência. É criadora e apresentadora do podcast Solteira Profissional, que aborda o universo de relacionamentos e sexualidade. Produz conteúdos para diversos veículos e formatos, com foco, especialmente, nas editorias de saúde, bem-estar e comportamento. Tem um grande interesse em pautas feministas e sempre está envolvida com essa temática.


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