O Sagrado Feminino e a importância do autoconhecimento
2 de ago de 2021

O Sagrado Feminino e a importância do autoconhecimento

O Sagrado Feminino vem crescendo muito e trazendo para as meninas autoconhecimento e cuidado com o corpo, quebra estigmas da sociedade e trás autocuidado, vamos nos aprofundar no assunto com a Kira? Leia mais!

Mais do que apenas práticas "alternativas", a conexão com essa energia pode transformar a maneira como você vivencia o seu ciclo

 

Provavelmente você já ouviu falar sobre o Sagrado Feminino, e se foi bem pouco, pode estar pensando que é algo que cultua a mulher como deusa no lugar dos homens, ou as bruxas da Idade Média, muitas queimadas nas fogueiras da Inquisição da Igreja Católica. A resposta para o Sagrado Feminino do século XXI inclui todas as alternativas anteriores, e mais alguns detalhes. 

Para explicar o Sagrado Feminino como o entendemos hoje, precisamos combinar as duas ideias de cima e algumas iniciativas feministas com um monte de "novos padrões". Resumindo com um pouco de simplicidade, o Sagrado Feminino é a nossa conexão com a nossa energia feminina, com o nosso corpo e com a natureza para nos libertar dos padrões sociais impostos e nos empoderar para viver esse "ser feminino" ao máximo.

E como começar a conexão com o Sagrado Feminino? Podem ser coisas simples, como meditar em eventos astronômicos, usar ervas e outros "remédios naturais" para ajudar a melhorar sua qualidade de vida e até mesmo acrescentar, no seu calendário menstrual, as fases da lua - já que os ciclos femininos têm uma duração aproximada ao ciclo lunar, e por isso, muitas práticas alternativas fazem essa associação da lua com a nossa energia. 

Essa conexão com as nossas energias ancestrais acaba por nos conectar a todo o universo - e sim, tem um quê de misticismo, mas faz sentido se pararmos para pensar que crescemos sendo educadas a pensar nossa menstruação como suja e nossos pêlos como desnecessários, duas coisas completamente absurdas. Ao reaprender que esses elementos são parte da nossa saúde e da nossa natureza, a gente meio que volta pra esse lugar, e isso também tem o benefício de poder aliviar pequenos problemas, e até ser um tratamento alternativo para aquelas questões que você achava que teria de conviver para o resto da vida (tipo a cólica ou a TPM). Não estamos falando de usar apenas terapias alternativas para resolver problemas que exigem intervenções médicas, como endometriose ou síndrome de ovário policístico, mas olhar para essas práticas como remédios que analisam esses problemas por outra perspectiva - assim como o Sagrado Feminino faz em comparação à medicina tradicional ocidental, por exemplo. 

Com essas pequenas "bruxarias", você passa a se conhecer melhor, percebe conexões e influências do universo (natureza, astros, etc) no seu organismo e descobre formas diferentes de se amar e se cuidar, independente dos outros e dos seus outros relacionamentos. Porque o Sagrado Feminino também é sobre isso: se acolher mais e deixar de lados modelos e escolhas que não sejam exclusivamente suas nem resultado de muitas reflexões - a clássica quebra de estigma - nos trazendo muito mais liberdade e autonomia em todos os aspectos da vida. Isso, além de ser libertador, nos faz olhar com muito mais empatia para todas as outras mulheres, e sororidade também é algo de que o mundo está precisando atualmente. 

 

 

Pouco a pouco, toda essa jornada de olhar para si te leva a conhecer a Deusa que habita em você - outro pilar da filosofia do Sagrado Feminino. Chegar nesse estágio é entender e abraçar toda a força da mulher que você é, te empodera, te ensina a valorizar tudo (e todas) que você é, ajudando não só a sua autoestima, mas as realizações que você já conseguiu e as que ainda vai conseguir. É uma outra forma de se valorizar e se amar, muito mais distante da validação por terceiros que passamos boa parte da vida buscando (claro que essa validação é um ponto importante da construção da nossa identidade, como parte de uma comunidade, mas ela não pode ser a única forma de nos vermos, tá? Um exemplo clássico é a pessoa que só se acha bonita quando recebe elogios, ao invés de se achar bonita pelo que vê no espelho. Deu pra entender?) e é fundamental para que a gente possa "construir" a nossa própria lente de olhar pra si. 

A partir do momento em que conseguimos nos libertar dessas amarras, também entendemos os nossos limites e somos muito mais gentis com nós mesmas, seja para estabelecer planos reais, acolher as nossas falhas ou para reconhecer todas as nossas conquistas e as nossas capacidades. E aí fica muito mais fácil acreditar na gente, fazer aquela revolução na nossa autoestima e turbinar o nosso amor próprio de um jeito incrível. E, nessa pegada, o céu é o limite, amiga e quanto mais exploramos, mais vamos descobrir e melhor fica tudo! 

Pode parecer contraditório, mas ao se colocar e perceber como parte de um todo incrível e poderoso, você absorve um pouco dessa potência para você, assim como devolve isso para esse universo, mantendo essa troca sempre constante, na qual todo mundo sai ganhando, porque não deixe de ser, também, uma forma de cura dos traumas que vivemos durante a vida - e há quem diga que isso inclui os traumas das nossas antepassadas. 

Aí você vai se tornar, cada vez mais, uma mulher poderosa em todas áreas, conhecendo todo o seu potencial, se desafiando a ir sempre além e se amando em todas as etapas. Resultado incrível para o que começou com algumas pequenas coisas. 

Para começar a praticar tudo isso, procure por grupos nas redes sociais para se conectar com outras mulheres que já estejam conectadas e mais familiarizadas aos conceitos do Sagrado Feminino. As chances são de ser um caminho muito bem sucedido - e sem volta!

 

 


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