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Feminilidade e Feminismo: gerar igualdade é essencial
7 de jun de 2021

Feminilidade e Feminismo: gerar igualdade é essencial

O movimento do Feminismo vem crescendo mais a cada ano, e é importante entender sobre o mesmo, a busca de igualdade para Feminilidade vem sendo uma luta diária de várias mulheres que tem Sororidade como cotidiano. Leia!

 

A conversa sobre feminismo está em alta: difícil é não ouvir sobre o assunto em rodas de conversas, posts nas mídias sociais ou até na televisão, seja falando sobre mulheres ocupando lugares que antes eram majoritariamente masculinos, seja debatendo temas que eram considerados “apenas” femininos.

Resumindo (bastante), feminismo é o movimento que prega a igualdade de gênero, ou seja, uma sociedade em que todas as pessoas, sem importar o gênero, tenham os mesmos direitos e possam fazer as escolhas que desejarem sem julgamento. Isso significa que se o mundo, hoje, fosse igual para todos, não teríamos diferenças de salário, cargos e de divisão de tarefas, nem áreas profissionais onde quase não há mulheres trabalhando. Também não teríamos tantos estigmas sobre ser mulher, como o casamento, a maternidade e tantas outras "caixinhas" que querem nos colocar sem nem perguntar se queremos antes. Somos livres para escolher o que queremos ser, e é por isso que o feminismo luta.

Sabia que, no Brasil, as mulheres só foram liberadas para frequentar a escola em 1827? O direito ao voto só foi conquistado em 1934 (dois anos antes, mulheres casadas com autorização dos maridos e as solteiras ou viúvas com renda própria já podiam votar), e até 1962, qualquer mulher que quisesse (ou precisasse) trabalhar, viajar ou abrir conta no banco precisava de autorização do marido? E que só fomos autorizadas a praticar qualquer esporte em 1979?

Pois é, por muitos séculos, na nossa sociedade, fomos tratadas como seres inferiores, que não mereciam ser educadas (você deve lembrar de alguma tia mais velha, ou mesmo sua avó, que morreu sem saber ler ou escrever) e só podiam trabalhar em casa, ter filhos e cuidar deles durante toda a vida - ou seja, aquela velha história de que algumas tarefas são típicas "de mulheres" ou que “mulher só serve para tal coisa”.

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Hoje em dia, não temos as mesmas dificuldades que nossas mães ou avós, mas ainda assim, sofremos quando queremos priorizar os estudos ou o trabalho, ouvindo que "mulher muito inteligente não arruma marido" ou que "a felicidade só é plena quando se é mãe". Essa "certeza" de que toda mulher tem que querer uma família também está, pouco a pouco, sendo desconstruída pelas conquistas do feminismo. Mas ainda temos muito o que mudar!

Outro desses estigmas (e desses debates) é o da vaidade: muita gente fala que mulheres vaidosas não são feministas - como se uma coisa tivesse a ver com a outra - ou prega que mulher de verdade tem-que-ser-vaidosa. A real é que conhecer o próprio corpo e entender esses padrões que foram impostos para nós faz a gente descobrir mais sobre nós mesmas, e isso vale tanto para a embalagem quanto para o conteúdo, sem desmerecer o feminismo ou a nossa feminilidade.

“Ah, então quer dizer que se eu quiser, posso usar maquiagem todos os dias, estar sempre com as unhas feitas e o cabelo escovado, ir a academia e caprichar no lookinho?”. Se você quiser, sim. E se não quiser também, tá tudo certo também. O importante é que você entenda que as suas escolhas são para você, e não para as outras pessoas. Isso vai da decisão de se depilar ou de ter filhos (ou não): tudo é uma questão de entender que a pressão que a sociedade (ainda patriarcal) faz não deve definir a maneira como você vive a sua vida.

Uma olhada rápida nos filmes mais antigos vai mostrar a “mulher perfeita”, que é bonita, discreta e fica em casa cuidando do filho, esperando o marido chegar do trabalho linda, arrumada e feliz. Com o tempo (e mudanças na própria sociedade), muita gente se revoltou com esse padrão, porque ele simplesmente exclui todas as outras inúmeras possibilidades. Tudo bem se uma mulher quiser ser “bela, recatada e do lar”, o problema é dizer que as mulheres só podem ser assim, ou só têm valor se forem assim.

Com os homens é a mesma coisa: ao propor a igualdade e desconstruir os padrões, também permite aos homens que demonstrem fragilidade, sejam honestos sobre seus sentimentos e até mesmo não sejam obrigados a sempre dizerem sim para as mulheres sem deixarem de "ser homens". Aliás, um dos estigmas masculinos mais famosos é o de que homem não chora, como se demonstrar os sentimentos ou ser vulnerável "cancelaria" a masculinidade.

Não, um homem não deixa de ser homem por ter fraquezas ou sentimentos - isso é ser humano, e enquanto nenhum apocalipse zumbi rolar aqui pela Terra, somos todos assim. Por isso o feminismo é para todos e pode transformar o mundo num lugar muito melhor. ;)


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