Quais são os métodos contraceptivos mais indicados
15 de out de 2021

Quais são os métodos contraceptivos mais indicados

Kira

Saiba como usar os métodos contraceptivos e a eficácia de cada um deles. Este é o guia definitivo para entender qual é o método contraceptivo mais eficaz para você e traçar seu plano de sexo seguro!

Entender sobre os melhores métodos contraceptivos pode te dar muita segurança na hora de iniciar ou prosseguir com a sua vida sexual de uma forma tranquila e sem sustos. Evitar uma gravidez não planejada é um dos pontos mais importante para usar contraceptivos, por isso, não deixe pra depois. Melhor saber qual o método mais eficaz o quanto antes!

 

Você deve ter amigas que tomam pílula, ou ao menos já ouviu falar na pílula, mas sabia que existem muitos outros métodos para evitar gravidez?

 

A pílula hormonal é, sim, um dos métodos contraceptivos mais utilizados no Brasil, mas ele não é o único. Para te ajudar a conhecer todos os métodos contraceptivos que existem, montamos essa lista. Esperamos que ela te ajude a decidir qual é o melhor pra você 😉

 

Mas, antes de mais nada, tem uma coisa muito importante que é preciso lembrar: nenhum método contraceptivo é 100% seguro, todos têm chances de falhar! Por isso, uma recomendação é combinar dois métodos: pílula e camisinha, adesivo e camisinha, anel vaginal e camisinha e assim vai. O preservativo não só é um dos métodos mais eficazes para você não engravidar, como vai te proteger das DSTs.

Então vamos à lista:

  • Preservativo ou camisinha (feminina ou masculina): é o único método que previne as DSTs ou ISTs (infecções sexualmente transmissíveis) e ao mesmo tempo funciona como método contraceptivo. Isso acontece porque a camisinha impede o contato da pele e dos fluídos das duas pessoas. Mas atenção: a eficácia depende de você saber usar o preservativo. Não tenha vergonha de aprender, o importante é colocar desde o início da relação sexual, que daí é 98% de eficácia. Esse número cai para 78% se rola alguma penetração antes sem proteção, porque o líquido pré-ejaculação que sai do garoto têm espermatozoides, e a vagina é o ambiente perfeito para eles correrem e chegarem no óvulo. Então fique ligada e peça para o menino colocar a camisinha assim que a coisa esquentar. Outra coisa que pode ser um problema é guardar o preservativo perto do calor, ao sol ou próxima de objetos com pontas. O armazenamento incorreto prejudica a qualidade do látex (material do qual a camisinha é feita) e fica mais fácil de ela estourar – e ninguém quer isso, né?

     

  • Pílula anticoncepcional: a pílula já tem mais de 60 anos, uma senhora 😅 e ela é uma combinação de hormônios que inibem a sua ovulação e impedem a gravidez. A cartela de pílula tem 21 comprimidos. Se você escolher esse método contraceptivo, vai tomar 1 comprimido por dia, e aí, por 7 dias, você faz uma pausa e vem a menstruação. A eficácia no "uso perfeito" (todo dia, mesmo horário) é de 99,7%. Se bagunçar horários a eficácia cai para uns 91%.

     

  • Adesivo cutâneo: é um selo, um adesivo mesmo, que, ao ser colado na pele, libera dois hormônios, a progesterona e o estrogênio, na corrente sanguínea. Eles inibem a ovulação por 21 dias. É como a pílula, mas você não precisa ficar lembrando de tomar todos os dias – mas tem que lembrar de tirar o adesivo por 7 dias. Daí coloca um novo no mês seguinte. Assim como a pílula oral, o adesivo tem uma eficácia "perfeita" de 99,7%, mas errar o dia da troca ou não colocar o novo corretamente baixa essa porcentagem para 91%.

     

  • DIU de cobre: o DIU é um método contraceptivo antigo. Ele é um objeto pequeno que parece um "T" feito de cobre. É tipo um fio, que é inserido na parte de baixo do útero (chamado de colo) e fica por ali por alguns anos, provocando uma mini inflamação e atrapalhando os espermatozoides. Mas é de boa, essa inflamação não te prejudica, só afasta os espermatozoides mesmo. A eficácia do DIU de cobre chega a 99,4%. O DIU é colocado pelo ginecologista, na maioria das vezes no consultório mesmo.

     

  • DIU de hormônio: é um modelo similar ao de cobre, mas que libera dois hormônios: a progesterona e o estrogênio no corpo. Assim como o DIU de cobre, a eficácia de uso é de 99,4%. Ele é colocado pelo ginecologista e, após a colocação, você só precisa fazer exames periódicos pra ter certeza de que o DIU está no lugar.

     

  • Anel vaginal: é um método com características da pílula e do DIU. O anel é de silicone, parecido com um elástico de cabelo, e que você coloca no canal vaginal por 21 dias, retira por 7 dias e depois coloca outro. Para muitas mulheres ele é superconfortável, a ponto de nem sentir que ele está lá dentro. Quando colocado, o anel libera hormônios direto no útero. No uso perfeito, quando colocado corretamente e trocado na época certa, tem eficácia de 99,7%.

     

  • Implante subdérmico: é tipo um chip que é colocado numa camada da pele e libera, aos poucos, hormônios no seu corpo. Ele é bem discreto, e quem coloca é o ginecologista numa microcirurgia no consultório mesmo. O implante deve ser trocado a cada três anos e tem uma taxa de eficácia de 99,9%.

     

  • Injeções hormonais: As injeções podem ser mensais ou trimestrais e funcionam do mesmo jeito que o implante, liberando hormônios lentamente no organismo. As taxas das duas versões são acima de 99%, mas é necessário respeitar a data das aplicações.

 

 

  • Tabelinha: esse método não-hormonal é da época das nossas avós. Com esse método, a gente acompanha nosso calendário menstrual para evitar o sexo desprotegido no período fértil, seja com o uso da camisinha apenas nesses dias, seja evitando o sexo no período da ovulação. Não é muito eficaz: até porque você pode se conhecer muito bem e ter noção do seu ciclo com a calculadora menstrual, mas não sabe ao certo o que está rolando lá dentro de você. Aí, a data da ovulação pode mudar e a tabelinha vai por água abaixo. Um estudo da universidade de Princeton, que fica nos Estados Unidos, mostrou que de 100 casais que seguiam apenas esse método contraceptivo, 24 tiveram um bebê no período de um ano. Ou seja, 76% de eficácia é bem inferior a todos os outros métodos. Isso acontece porque a ovulação não acontece como um relógio, pontualmente. Nosso organismo é influenciado por uma série de questões, do estresse ao aumento de exercício físico no mês. Não dá para evitar ou prever os impactos dessas alterações no nosso organismo ou saber com exatidão quando estaremos no nosso período fértil.

     

  • Coito interrompido: basicamente, é quando o casal faz sexo com penetração em que o homem não ejacula dentro da ppk. Um pouco antes de sentir que vai gozar, ele retira o pênis. Também é coisa do tempo da nossa avó e só pelas fotos das famílias de antigamente dá pra ver que a eficácia não é boa 😅. Isso porque, mesmo antes da ejaculação, o líquido que o pênis produz para lubrificação já contém espermatozoides, mesmo que em uma baixa porcentagem. Sem contar que não é sempre que dá pra esperar todo esse autocontrole do parceiro, né?

     

  • Pílula do dia seguinte: a pílula do dia seguinte pode impedir uma gravidez, mas a verdade é que ela não deve ser usada como um método contraceptivo de rotina, porque tem uma alta concentração de hormônios. Então, quando você toma, a chance de ter efeitos colaterais é grande. Ela foi pensada para uma situação emergencial (quando a camisinha estoura no seu período fértil, por exemplo). Basicamente, a eficácia emergencial de 88% é por conta de todos os hormônios que a pílula do dia seguinte libera, de uma vez, no seu organismo, daí é muita informação pra ele processar e suas chances de engravidar caem bastante. Mas a principal coisa que você precisa saber sobre a pílula do dia seguinte é que ela perde a eficácia se usada muitas vezes, e por isso não deve nem ser considerada como método contraceptivo. A recomendação é usá-la, no máximo, três vezes no ano. Deu para perceber como pode te fazer mal, né?


Por último, mas não menos importante, tem a questão de que namoro/relacionamento sério/casamento não devem ser considerados um método contraceptivo. Parece bobagem falar disso, mas não custa lembrar. Você pode confiar no seu parceiro, mas mesmo assim, seja ativa sobre as suas escolhas de contracepção. Não deixe tudo na mão dele, afinal, é o seu corpo o maior afetado por uma gravidez. Tenha um papo aberto sobre isso com o seu parceiro, porque todos os métodos podem falhar, e a responsabilidade de uma gestação não planejada não deve ser só de uma pessoa. Por isso, se você e seu mozão resolverem, por exemplo, parar de usar camisinha, façam todos os exames de ISTs regularmente e escolham, junto com o seu ginecologista, um método contraceptivo que atenda às suas necessidades. Assim, as chances de vocês serem pegos de surpresa com uma menstruação atrasada ou uma gravidez não planejada diminuem 😉

Métodos contraceptivos

Hormonais:

Pílula

Vantagens: eficácia alta e discreta

Desvantagens:  esquecer de tomar em algum momento ou tomar em horários diferentes diminui a eficácia

 

Adesivo cutâneo

Vantagens: Só tirar depois de 21 dias

Desvantagens: Menos discreto, você precisa lembrar de tirar em 7 dias

 

Anel vaginal

Vantagens: Só tirar depois de 21 dias, indolor e superdiscreto

Desvantagens:  Lembrar de tirar por 7 dias e depois trocar por outro

 

DIU hormonal

Vantagens: Dura, em média, 3 anos. Superdiscreto

Desvantagens: Valor mais alto e colocação no consultório. Algumas mulheres relatam dor e desconforto. Precisa acompanhar no ginecologista para saber se está ainda na posição certa

 

Implante subdérmico

Vantagens: Dura, em média, 3 anos. Superdiscreto.

Desvantagens:  Valor mais alto e colocação no consultório

 

Injeção hormonal

Vantagens: Boa eficácia, só precisa tomar a cada um ou três meses, dependendo do tipo

Desvantagens:  Precisa ter muita atenção na data das doses

 

Pílula do dia seguinte

Vantagens: Boa eficácia numa emergência

Desvantagens:  Não pode ser tomada na rotina, a eficácia cai se for tomada muitas vezes, no máximo 3 ao ano

 

Não-hormonais:

Camisinha

Vantagens: Método barato, eficaz e que também protege das ISTs

Desvantagens:  Só há desvantagem se você tiver alergia a latex.

 

DIU de cobre

Vantagens: Dura de 5 a 10 anos. Superdiscreto.

Desvantagens:  Precisa acompanhar no ginecologista para saber se está ainda na posição certa

 

Tabelinha

Vantagens: Conhecer seu ciclo menstrual, é um método gratuito

Desvantagens:  A eficácia é baixa e o risco de uma gravidez é alto

 

Coito interrompido

Vantagens: Método gratuito

Desvantagens:  Pouca eficácia, você depende do autocontrole do parceiro

 


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