Métodos contraceptivos: quais existem e quais são mais eficazes
2 de ago de 2021

Métodos contraceptivos: quais existem e quais são mais eficazes

Conheça com a Kira todos os métodos contraceptivos, seus módos de uso e eficácia, esse conhecimento é necessário, sexo deve ser sempre com segurança. Leia Mais!

Pensar em evitar uma gravidez não planejada é um passo da sua vida adulta e te ajuda a viver mais tranquila

 

Você provavelmente tem amigas que, logo que começaram a namorar, passaram a tomar pílula, ou as que usam o adesivo dérmico de hormônios. Tirando aquelas que usam a pílula para tratar problemas de saúde (como a endometriose ou síndrome do ovário policístico, por exemplo), a pílula hormonal é, sim, um dos métodos contraceptivos mais utilizados no Brasil. Ainda bem que ele não é o único, e por isso, montamos essa lista dos principais métodos para você conhecer e te ajudar a decidir.

Mas antes de mais nada, tem uma coisa muito importante que é preciso lembrar: nenhum método contraceptivo é 100% seguro, todos têm chances de falhar! Aliás, o único que sempre funciona é não fazer nada, mas isso não está em discussão, né? Então vamos à lista:

 

 

  • Preservativo ou camisinha (feminina ou masculina): é a única que previne as ISTs e funciona como método contraceptivo, já que impede o contato da pele e dos fluidos das duas pessoas. Quando colocada desde o início da relação sexual, tem eficácia de 98% - mas esse número cai para 78% se rola alguma penetração sem proteção, porque o líquido pré-ejaculação do pênis contém espermatozóides, e a vagina é o ambiente perfeito para eles. Erros no armazenamento (deixar na carteira, no porta-luvas do carro ou próximo de objetos pontiagudos) ou na colocação da camisinha também diminuem sua eficácia, pois prejudicam a qualidade do látex e fica mais fácil da camisinha estourar;
  • Pílula anticoncepcional: uma combinação de hormônios que inibem a sua ovulação e impedem a gravidez, a cartela de pílula contém 21 comprimidos, e por 7 dias, a mulher faz uma pausa (até rola uma menstruação, mas não é igual à "natural", ok?). A eficácia no "uso perfeito" é de 99,7%, quando a pílula é tomada todos os dias no mesmo horário, ou de 91% na vida real, quando a gente acaba esquecendo um dia, ou tomando depois;
  • Adesivo cutâneo: um selo que, ao ser colado na pele, libera progesterona e estrogênio na corrente sanguínea, inibindo a ovulação por 21 dias. Ele precisa ser retirado por 7 dias e um novo deve ser colocado no mês seguinte. Assim como a pílula oral, tem uma eficácia "perfeita" de 99,7%, mas errar o dia da troca ou não colocar o novo corretamente baixam essa porcentagem para 91%;
  • DIU de cobre: parece um T feito de cobre que é inserido na parte de cima do útero (chamado de colo) e fica por ali por alguns anos, provocando uma mini inflamação e atrapalhando os espermatozóides. Sua eficácia é de 99,4% no "uso perfeito", mas como depois de colocado não são necessários muitos cuidados, a taxa para o uso "real" é de 99,2%;
  • DIU de hormônio: um modelo similar ao de cobre, mas que libera progesterona e estrogênio no corpo. Assim como o DIU de cobre, a eficácia de uso "perfeito" e "real" são bem próximas, 99,4%. Nos dois casos, após a colocação, você só precisa fazer exames periódicos pra ter certeza que o DIU está no lugar; 
  • Anel vaginal: é um método com características da pílula e do DIU, ele é um anel parecido com elástico de cabelo que você deixa no canal vaginal por 21 dias, fica 7 dias sem e depois coloca outro. Ele libera hormônios direto no útero, mas é removível. No uso perfeito, quando colocado corretamente e trocado na época certa, tem eficácia de 99,7%, e 91% no uso real; 
  • Implante subdérmico: é tipo um chip que fica numa camada da pele e libera, aos poucos, hormônios no seu corpo. Deve ser trocado a cada três anos e tem uma taxa de eficácia de 99,9%;
  • Injeções hormonais: podem ser mensais ou trimestrais e funcionam do mesmo jeito que o implante, liberando hormônios lentamente no organismo. As taxas das duas versões são acima de 99%, mas é necessário respeitar a data das aplicações
  • Tabelinha: da época das nossas avós, é basicamente o método que acompanha nosso calendário menstrual para evitar o sexo desprotegido no período fértil, seja com o uso da camisinha apenas nesses dias, seja evitando o sexo no período da ovulação. Não é muito eficaz: um estudo da universidade de Princeton apontou que de 100 casais que seguiam apenas esse método contraceptivo, 24 tiveram um bebê no período de um ano. Ou seja, 76% de eficácia é bem inferior a todos os outros métodos, principalmente porque a ovulação não acontece como um relógio, pontualmente. Nosso organismo é influenciado por uma série de questões, do estresse ao aumento de exercício físico no mês. Por isso não dá para evitar que esses fatores não terão reflexos no nosso organismo nem prever com exatidão quando estaremos no nosso período fértil;
  • Coito interrompido: basicamente, sexo com penetração em que o homem não ejacula dentro da vagina. Era o único método conhecido das nossas avós, mas as fotos de família estão aí para mostrar que a eficácia desse "método" não é muito alta, certo? Isso porque, mesmo antes da ejaculação, o líquido que o pênis produz para lubrificação já contém espermatozóides, mesmo que em uma baixa porcentagem. Sem contar que não é sempre que dá pra ter todo esse autocontrole, né? 
  • Pílula do dia seguinte: na verdade, esse medicamento não deve ser usado como um método contraceptivo de rotina, porque, por ter sido pensado para uma situação emergencial (quando a camisinha estoura no seu período fértil, por exemplo) ele tem uma alta concentração de hormônios. Basicamente, a eficácia emergencial de 88% é por conta de todos os hormônios que ele libera, de uma vez, no seu organismo, daí é muita informação pra ele processar e suas chances de engravidar caem bastante. Mas ele perde a eficácia se usado muitas vezes, e por isso não deve nem ser considerado como método contraceptivo. A recomendação é usá-lo, no máximo, três vezes no ano. Deu para perceber como ele pode te fazer mal, né?


Por último, mas não menos importante, tem a questão de que namoro/ relacionamento sério/ casamento não devem ser considerados um método contraceptivo. Isso não quer dizer que você não pode confiar no seu parceiro, tá? É só que, como já mostramos aqui, todos os métodos podem falhar, e a responsabilidade de uma gestação não planejada não deve ser só de uma pessoa. Por isso, se você e seu mozão resolverem, por exemplo, parar de usar camisinha, façam todos os exames de ISTs regularmente e escolham, junto do seu ginecologista, um método contraceptivo que atenda às suas necessidades. Assim, as chances de vocês serem pegos de surpresa com uma menstruação atrasada ou uma gravidez não planejada diminuem, né? ;)

 


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