Dia Nacional de Combate ao Câncer: uma reflexão para pessoas com vagina
26 de nov de 2021

Dia Nacional de Combate ao Câncer: uma reflexão para pessoas com vagina

Dra. Rebeca Gerhardt

Manter hábitos de vida saudáveis e realizar acompanhamento ginecológico de rotina são a chave para a prevenção e a detecção precoce dos cânceres que afetam as pessoas com vagina

Conversar sobre câncer é o primeiro passo para aumentar diagnósticos precoces e mudar a expectativa de vida. Trazer à tona esse assunto em uma data específica como o Dia Nacional de Combate ao Câncer, celebrado em 27 de novembro, mobiliza não só a classe médica, mas conscientiza toda a sociedade da importância de lançar luz sobre esse tema.

 

 

Quando se trata da região íntima feminina, os cânceres que mais recebem destaque são o de colo de útero, endométrio e ovário, mas, além desses, também existem os tumores de vulva, vagina, corpo uterino e tubas uterinas.

 

Os sintomas de cada um deles são muito variáveis. Passam por alterações no padrão menstrual, sangramento vaginal pós-menopausa, mudanças de odor local, aparecimento de lesões na região íntima e podem vir acompanhados de sintomas gerais, como perda de peso e dores abdominais.

 

De forma geral, o câncer está associado ao envelhecimento das células, então espera-se que pessoas com idade mais avançada sejam o público que mereça mais atenção. Mas muitos dos tumores ginecológicos podem, sim, surgir em pacientes jovens, por isso o acompanhamento de rotina com médicos especialistas é imperativo para todas as pessoas com vagina.

 

 

O ginecologista é o médico mais habilitado para detectar qualquer alteração nesse público. Por meio do exame físico e da história clínica do paciente, é possível realizar diagnóstico precoce e salvar vidas. Vale mencionar aqui, em especial, o exame de Papanicolau, amplamente utilizado e com eficiência comprovada para o rastreio de câncer de colo de útero. Toda mulher que já iniciou a vida sexual deve realizar esse exame periodicamente.

 

Ainda pensando no câncer cervical, aquele do colo do útero, a vacina contra o vírus HPV é a melhor forma de prevenção. Não fumar e controlar a obesidade também são importantes para minimizar o risco em pessoas de qualquer faixa etária a evoluírem com algum dos cânceres ginecológicos conhecidos.

 

Diante desse contexto, é importante que toda pessoa com vagina tenha um ginecologista para acompanhá-la durante toda a vida. Nesses encontros entre médico e paciente é que eventuais alterações serão detectadas, e é por meio desse profissional que exames complementares farão o direcionamento de eventuais diagnósticos.

 

A mensagem que fica é: manter hábitos de vida saudáveis e realizar acompanhamento ginecológico de rotina são a chave para a prevenção e a detecção precoce dos cânceres que afetam as pessoas com vagina.

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